Isaac Asimov Magazine 25 – Magazine.
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Descrição
GALÁXIAS II
Em um editorial anterior, falei a respeito da evolução da palavra “galáxia” e da forma como veio a ser usada para designar os imensos
aglomerados de estrelas que constituem os elementos mais notáveis do universo. Existe um número enorme desses objetos, que — até onde
sabemos — estão distribuídos pelo universo de maneira aproximadamente uniforme.
O número de galáxias que somos capazes de detectar com o auxílio dos nossos telescópios é da ordem de um bilhão. O número total de
galáxias no universo deve ser qualquer coisa como cem bilhões.
Como chamamos individualmente essas galáxias? Em particular, como chamamos a galáxia em que vivemos?
Para começar, não simpatizo com a idéia de chamar os aglomerados de estrelas de “galáxias”. Como expliquei no outro editorial, a palavra
galáxia vem de uma expressão grega que significa “Via-Láctea”, e as galáxias não são vias-lácteas. A Via-Láctea é uma faixa luminosa que
aparece à noite no nosso céu; é assim que uma galáxia parece quando vista do interior, de modo que só existe uma Via-Láctea. Chamar outros
objetos que se parecem com o aglomerado de estrelas em que vivemos de “vias-lácteas” ou “galáxias” é uma impropriedade.







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