Isaac Asimov Magazine 19 – Magazine.
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Descrição
É fato sabido que conheço muito pouco dos aspectos formais da arte de escrever. Sou o primeiro a reconhecer isso. Ser um diretor editorial,
porém, tem seus deveres e obrigações. Preciso responder às cartas dos leitores, por exemplo, e levar em conta suas queixas e insatisfações
com relação às histórias e à política editorial. Isso significa que às vezes sou forçado a refletir sobre as técnicas literárias.
Isso me leva ao assunto que pretendo discutir neste editorial: o uso de ironia pelos escritores.
Em um editorial anterior, tive oportunidade de discutir a sátira. Sátira e ironia são freqüentemente discutidas no mesmo contexto, a ponto de às
vezes serem confundidas e tratadas como se fossem a mesma coisa. Isso não é verdade! A sátira, como expliquei, atinge seu propósito de
denunciar os erros e injustiças da sociedade através do exagero. Ela coloca esses males debaixo de uma lente de aumento, com a intenção de
torná-los claramente visíveis.
Com a ironia é diferente. O termo “ironia” vem de uma palavra grega que significa “dissimulação”. Um ironista deve dissimular, e o ironista
clássico foi Sócrates, que em todas as discussões fingia ignorância e fazia todo o tipo de perguntas ingênuas, destinadas a induzir o adversário
excessivamente confiante a assumir posições que se mostravam indefensáveis quando submetidas a novas perguntas ingênuas por parte de
Sócrates.






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