Isaac Asimov Magazine 15 – Magazine.
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Descrição
Recebemos faz algum tempo uma carta interessante de um leitor chamado Greg Cox. Como ela é curta, vou tomar a liberdade de reproduzi-la
na íntegra:
“Gostei muito da história do Bom Doutor publicada no número de maio{1} (‘Os Males da Bebida’), mas tenho que perguntar: Como é que uma
jovem de uma família supostamente puritana foi acabar com o nome pouco provável (embora atraente) de Ishtar Mistik???”
É uma boa pergunta, mas envolve uma suposição. Na história, Ishtar comenta: “Tive uma educação muito rígida. É impossível para mim me
comportar de uma forma que não seja a mais correta.”
Pelo que a moça diz, você pode achar que os pais dela eram presbiterianos moralistas, católicos tradicionais ou judeus ortodoxos, mas isso
não passa de uma suposição. Eu não disse nada a respeito da formação religiosa de Ishtar.
Já que Ishtar é a deusa do amor dos babilônios, o equivalente à Afrodite dos gregos, seria realmente estranho que pais puritanos batizassem a
filha com esse nome, se o puritanismo fosse de origem cristã ou judaica. Mas quem disse que era? Os pais podiam pertencer a uma
comunidade de druidas puritanos (os druidas também podem ter um código moral bastante rígido) e ter escolhido o nome apenas porque
gostaram do som. Vamos examinar essa questão de nomes de forma mais sistemática. Todo escritor tem que batizar seus personagens.
Existem ocasiões excepcionais em que um autor se refere a um número limitado de personagens de forma descritiva, como “o Jovem”, “o
Médico”, “o Cético”, e assim por diante. P.G. Wodehouse, por exemplo, nas suas histórias de golfe, chama o narrador apenas de “Sócio Mais
Antigo”, e jamais revela o seu nome. Entretanto, ele só precisa ser mencionado nos parágrafos de abertura, e permanece durante o resto da
narrativa como uma voz desencarnada.
Nas minhas histórias de George e Azazel, o homem com quem George conversa no início da história, e a quem costuma insultar
regularmente, não tem um nome. Ele é chamado simplesmente de “eu”. Naturalmente, muitos leitores podem achar (pela natureza dos insultos de
George) que o nome de “eu” é Isaac Asimov, mas mais uma vez se trata apenas de uma suposição.






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