Isaac Asimov Magazine 08 – Magazine.

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Descrição

No número anterior, no editorial “Oportunidades Perdidas”, falei da ocasião em que deixei de fazer uma previsão quando teria sido muito fácil
fazê-la.
Para compensar, este mês vou abordar o caso oposto; a vez em que fiz uma previsão e acertei na mosca, embora a probabilidade de que isso
acontecesse fosse praticamente nula.
Como foi que consegui isso? Fácil! A previsão não foi uma previsão. A não está prevendo B quando A é a causa de B.
Acho que estou sendo desnecessariamente misterioso. É melhor começar do começo.
No dia 24 de dezembro de 1940, comecei a escrever minha terceira história sobre robôs. Seria a respeito de um robô telepático, e um dos
principais personagens teria que ser uma mulher.
Eu tinha apenas 20 anos, e minha experiência com as mulheres era praticamente nula. Ocorreu-me que, já que precisava de uma mulher
cientista, poderia usar como modelo a Professora Mary Caldwell, que trabalhava como orientadora vocacional dos alunos de graduação.
Não havia nenhum aluno que precisasse mais de orientação do que eu, e, para minha surpresa, a Professora Caldwell se mostrara bastante
compreensiva e pró-Asimov. Não havia muitos professores que me tratassem assim, porque eu era considerado uma pessoa estranha (acho que
eu realmente era estranho).
Como era natural, passei a ser decididamente pró-Caldwell.
Minha competência como escritor não era suficiente para descrever a personalidade da Professora Caldwell, mas tomei seu sobrenome
emprestado e batizei a minha cientista de Susan Caldwell. John Campbell comprou minha história para publicá-la em Astounding, e foi aí que
comecei a me preocupar. E se a Professora Caldwell ficasse sentida comigo por haver usado o seu nome? Não queria ofender a única amiga
que eu tinha entre os professores.

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