A Tulipa Negra – Alexandre Dumas.
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Descrição
Há uns bons quatro ou cinco anos atrás, tentei ler um dos livros mais famosos de Alexandre Dumas, pai: O Conde de Monte Cristo e parei antes mesmo de chegar a metade da história por ser enfadonha demais para o meu gosto. Descrição em demasia não é o meu forte, gente. O tempo passou e decidi dar uma nova chance ao autor, agora, com um livro menor e menos conhecido, dessa vez, uma escolha feliz.
A Tulipa Negra é um romance romântico publicado em 1850 e tem um pano de fundo histórico ao mesmo tempo cruel e interessante. A narrativa começa em 20 de agosto de 1672 quando os irmãos de Witt, grandes políticos holandeses, são brutalmente assassinados pelo povo por causa de falsas acusações de traição arquitetadas, no livro, pelo próprio príncipe Guilherme de Orange. O assassinato dos irmãos e a conspiração de fato ocorreram e estão nos livros de História, mas não há registros da participação direta do príncipe nisso.
O mais instigante, nesse primeiro momento, é a forma como Dumas nos faz crer serem os De Witt nossos protagonistas, e ao depararmo-nos com suas mortes, ficamos completamente sem rumo, arrebatados e com um questionamento quanto ao título: Por que A Tulipa Negra?
Descobrimos a resposta para essa pergunta ao sermos apresentados ao afilhado de uma das vítimas, Cornélio Van Baerle, um jovem tulipista, esse sim, nosso protagonista, a quem foi confiada uma correspondência dos De Witt que poderia trazer-lhe grandes complicações e até uma sentença de morte. Preocupado com o cultivo inédito de uma tulipa negra, Cornélio não estava a par dos rumos políticos de seu país e acaba sendo preso com as cartas, completamente inocente de tudo e sem desconfiar que seu vizinho e rival, o também tulipista, Isaac Boxtel foi o responsável por sua prisão ao denunciá-lo às autoridades como cúmplice do padrinho. Na prisão, nosso herói conhece a jovem e bela Rosa, filha do carcereiro. A moça apaixona-se por ele e promete ajudá-lo a ter seu objetivo alcançado.






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