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Em 1969, Carlos Drummond de Andrade publicou sua “Reunião” em um único volume, compilando os dez livros que havia escrito até aquele momento, incluindo sua estreia literária, “Alguma poesia” (1930). Ao longo dos anos, ele acrescentou mais volumes, culminando em 1983 com a publicação, agora sob o título de “Nova reunião”, que abarcava dezenove títulos…
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Desde o título, Formas do nada não deixa dúvida sobre o jeito de Paulo Henriques Britto praticar a poesia. O som aberto e incisivo dos “as” e a batida firme e séria do ritmo anunciam a pegada combativa de quem não está para contemplações ou devaneios.
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O livro é dividido em duas partes, onde na Primeira Parte de Lira dos Vinte Anos predomina a poesia mais sentimental, o devaneio do primeiro Byron e de Musset. Pontificam o medo de amar, o desejo vago por virgens inatingíveis, o sentimento de culpa frente aos desejos carnais e o fascínio com a morte. Trata-se…
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Donos de livros premiados, João Cabral de Melo Neto, João Ubaldo Ribeiro, Carlos Heitor Cony e Ignácio de Loyola Brandão integram o primeiro time da literatura nacional. Referência para diversas gerações de leitores, esses autores agora possuem outro ponto em comum: eles fazem parte da recém-lançada coleção Para Ler na Escola, desenvolvida pela Editora Objetiva…
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Publicado em 1954, Fazendeiro do ar é um dos livros decisivos de Carlos Drummond de Andrade. É um conjunto de versos que, tendo saído depois da voga classicizante de Claro enigma (publicado três anos antes), continua na tarefa de observar a vida e a inquirir o sentido das coisas.
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O professor Ivan Teixeira, da USP, idealizou esta edição fac-similar de Faróis como parte de um grande projeto: restaurar obras fundamentais de nossa literatura, mas que andavam esquecidas. Na apresentação, ele propõe uma revisão crítica da obra de Cruz e Sousa – filho de escravos que se tornou promotor e abolicionista. Teixeira destaca a “metafísica…
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Espumas Flutuantes é o título do livro escrito pelo poeta brasileiro Castro Alves. Publicado em 1870, constitui uma das obras essenciais da poesia condoreira (terceira geração do Romantismo brasileiro).
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Primeiro livro de poesias de Sá-Carneiro, poeta de dispersão interior, Dispersão revela logo no título a dificuldade de concentração, a pluralidade de opções com que o seu interior se confrontava, anunciando já o termo trágico que daria à sua vida. Contém 12 poemas e é a busca do ideal inacessível, o mundo de sonhos onde…
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Complexo, enigmático e alter ego de Fernando Pessoa, Álvaro de Campos é o único dos heterônimos que manifestou diferentes fases poéticas. Na decadentista é um jovem cansado e mórbido que foge da realidade por meio do ópio, utiliza aliterações em sua escrita e possui influência de poetas simbolistas. A sua segunda fase é a futurista,…
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Marco da maturidade filosófica e poética de Drummond, Claro enigma retorna em novo projeto, com posfácio de Mia Couto. “E como ficou chato ser moderno. / Agora serei eterno”, escreveu Drummond em um poema do livro Fazendeiro do ar, de 1954. Mas esse distanciamento da atitude poética modernista – com tudo que ela continha de euforia, rebeldia…
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Este poema épico, aqui traduzido por um dos tradutores literários mais prolíficos do século XIX, narra as peripécias vividas por Odisseu em seu retorno de Troia para sua Ítaca natal, onde anseia por rever seu filho Telêmaco e a esposa Penélope. Depois de errar por dez anos, impedido de retornar para casa, o herói do…
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“Pequenos poemas em prosa”, obra póstuma, publicada em 1869 na reunião de escritos do autor feita por Théodore de Banville e Charles Asselineau, consumiu mais de dez anos até sua feição definitiva, em 1866. Muitos dos poemas já haviam aparecido em jornais e receberam de pronto a estima e a admiração da crítica e do…
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Nos bem medidos poemas em prosa deste livro, pequenas historietas recuperam, como pérolas buriladas, a poética e a ética de uma vida inteira: as infâncias de Manoel de Barros. Memórias inventadas reúne três livros de Manoel de Barros de poesia em prosa. A ideia inicial proposta a Manoel era a de escrever as várias fases de…
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Este livro dá continuidade ao projeto de publicação das obras completas de Fernando Pessoa pela Companhia das Letras. Ricardo Reis foi o segundo heterônimo criado por Pessoa, depois de Alberto Caeiro e antes de Álvaro de Campos – e é o mais clássico de todos eles. Sua odes refletem um espírito duro, rigoroso, que defendia…
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Em poucos versos, Mario Quintana é capaz de descrever uma situação ou pintar um quadro, como se fosse um autor de haicais. Não é por acaso que seus poemas são conhecidos de cor por tantos brasileiros e que suas frases enriquecem as agendas de tantos jovens. A popularidade e a universalidade deste gaúcho nascem exatamente…
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Um dos heterônimos mais cultuados de Fernando Pessoa, Alberto Caeiro alia força, lucidez e estilo lapidar em obra que tem a natureza como eixo principal. A nova edição inclui posfácio inédito de Leonardo Fróes. Alberto Caeiro configura uma verdadeira revolução na trajetória de Fernando Pessoa. O heterônimo, que surgiu em março de 1914, quando Pessoa…