Isaac Asimov Magazine 13 – Magazine.

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Descrição

Houve uma época em que era considerado de bom-tom um escritor não assinar suas obras. O autor podia deixá-las sem nome (“anônimas”, de
uma combinação de palavras gregas que significa “sem nome”) ou usar um nome falso (“pseudônimo”, de uma combinação de palavras gregas
que significa “nome falso”).
Tão comum era essa última prática que o pseudônimo é chamado, em francês, de “nom de plume”.
Existem várias razões para isso. Em muitos lugares do mundo, e em muitas épocas, era fácil escrever alguma coisa que colocasse o autor em
dificuldades. A corrupção, venalidade e crueldade dos que estavam no poder convidavam à denúncia, mas, ao mesmo tempo, os poderosos
tinham todas as razões para abominar denúncias. Por esse motivo, os escritores, quando apanhados, podiam esperar todo o tipo de represálias,
desde uma simples multa até uma sentença de morte. O exemplo mais conhecido desse tipo de pseudônimo talvez tenha sido o de Voltaire, o
escritor satírico francês do século XVIII, cujo nome verdadeiro era François-Marie Arouet.
Uma segunda razão era que qualquer escrito de cunho popular era considerado como uma frivolidade; uma pessoa acusada desse crime
passava a ser olhada de revés pela sociedade e considerada como uma ovelha desgarrada. Assim, o pseudônimo era usado para preservar a
respeitabilidade. Isso ocorria especialmente com as mulheres—a quem os homens da época atribuíam uma inteligência subumana — e que não
queriam chocar o mundo demonstrando abertamente que também possuíam um cérebro. Foi assim que Mary Ann Evans, por exemplo, escreveu
com o nome de George Eliot, e Charlotte Bronte adotou inicialmente o pseudônimo de Currer Bell.
A princípio se poderia pensar que nenhum dos dois motivos se aplica ao mundo da moderna ficção científica norte-americana. Por que alguém
teria medo de ser punido por escrever ficção científica na terra da liberdade? Por que alguém se preocuparia com a perda de respeitabilidade
por escrever histórias populares? No entanto…

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