Idoru – William Gibson.
R$0.00 OUÇA COM ASSINATURA ILIMITADA
Aproveite este e milhares de audiolivros, videoaulas e e-books com a Assinatura Ilimitada.
- "Eleita a melhor loja de Audiolivros do Brasil"
- Garantia de Satisfação
- 7 dias de Garantia
- Compre e baixe agora
Descrição
Depois de sair do Slitscan, Laney soube de outro emprego por Rydell, que fazia a segurança noturna no Chateau. Rydell era um cara
grande e quieto do Tennessee, com um sorriso forçado, tímido e triste, óculos escuros baratos e um walkie-talkie permanentemente enfiado
numa orelha.
– Paragon-Asia Dataflow – disse Rydell, lá pelas quatro da manhã, os dois sentados num par de enormes poltronas velhas. As vigas de
concreto no teto foram pintadas à mão, de modo a lembrar vagamente carvalho descolorado. As poltronas, como o resto da mobília no saguão
do Chateau, eram tão grandes que faziam com que todos que se sentavam nelas parecessem ser de outra escala, menores.
– É mesmo? – perguntou Laney, mantendo a farsa de que alguém como Rydell fosse saber onde ele ainda poderia encontrar trabalho.
– Tóquio, Japão – disse Rydell, e tomou seu latte gelado por um canudo de plástico. – Um cara que conheci em São Francisco no ano
passado. Yamazaki. Trabalha pra eles. Disse que estão precisando de um internauta profissional.
Internauta. Laney, que gostava de ver a si mesmo como pesquisador, reprimiu um suspiro. – Por empreitada?
– Acho que sim. Ele não disse.
– Acho que eu não gostaria de morar em Tóquio.
Rydell usou o canudo para mexer a espuma e o gelo que sobraram no fundo do copo de plástico, como se tivesse a esperança de
encontrar um brinde surpresa – Ele não disse que era para morar lá. – Levantou os olhos. – Já esteve em Tóquio?
– Não.
– Deve ser um lugar interessante, depois do terremoto e tudo. – O walkie-talkie estalou e sussurrou. – Tenho que sair e checar o portão
perto das cabanas agora. Quer vir?
– Não – disse Laney. – Obrigado.






Avaliações
Não há avaliações ainda.