Cinco prefácios para cinco livros não escritos

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Descrição

Em 1872, Nietzsche ainda era um jovem professor de filosofia clássica na universidade da Basileia; tinha acabado de publicar seu primeiro livro, O nascimento da tragédia no espírito da música, e escrevia textos que deveriam preceder outros cinco livros, nunca terminados. Estes textos foram enviados pelo autor no final de 1872 à Sra. Cosima Wagner, mulher do famoso compositor alemão Richard Wagner, por quem Nietzsche tinha uma grande admiração quando jovem; e só foram, publicados muito mais tarde, junto com outros escritos deixados pelo autor, nos volumes das suas obras completas. Cinco prefácios para cinco livros não escritos – título dado pelo próprio Nietzsche – é a primeira tradução brasileira do volume que reúne estes textos: “Sobre o pathos da verdade”; “Sobre o futuro de nossos institutos de formação”; “O estado grego”; “Sobre a relação da filosofia de Schopenhauer com uma cultura alemã”; “A disputa de Homero”. Constituindo, ao mesmo tempo, indicações e projetos concentrados das obras que os sucederiam, estes textos abrem diferentes possibilidades de questionamento, tematizando a cultura, a Alemanha do século XIX, a arte e a filosofia, a verdade e o conhecimento. Como ocorre em outras obras do filósofo, estas questões estão baseadas no chamado helenismo, ou seja, em uma interpretação da cultura grega, de Homero e Heráclito, Sócrates e Platão, dos historiadores Heródoto e Diógenes Laércio. Essa base é o ponto de partida para o pensamento de Nietzsche, na crítica da sociedade e dos valores modernos.

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